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agosto 18, 2026

Prédios espigões têm obras aceleradas em áreas de extrema fragilidade ecológica em Aracaju

Obras em prédios espigões de luxo seguem em ritmo acelerado na orla de Aracaju (Crédito: Cristian Góes).


Tire as construções da minha praia/ não consigo respirar/ as meninas de mini saia não conseguem respirar/ especulação imobiliária e o petróleo em alto mar/ subiu o prédio eu ouço vaia”. Parte da letra da música Lucro (BaianaSystem) bem que poderia sintetizar um pouco do cenário na orla de Aracaju. 

Com muita rapidez, vários espigões começam a ganhar corpo, um ao lado do outro. São prédios de luxo com 13, 14 e 15 pavimentos erguidos em áreas que deveriam ser de preservação ambiental permanente. Em lugar de dunas, lagoas e restingas, prédios altos sobem aceleradamente, outras áreas cercadas anunciam novos empreendimentos desse tipo na região e a vaia é quase inexistente. 

As construções que tomam conta da paisagem na orla podem fazer um bloqueio da circulação do vento vindo do oceano, o que vai transformar ainda mais a cidade numa ilha de calor. Além disso, os espigões podem impedir a luz do sol na areia e, pela noite, a iluminação artificial também pode gerar uma série de efeitos negativos ao ecossistema costeiro. Também existem vários outros problemas que são resultados disso, como esgotamento, lixo, mobilidade.

Não por coincidência, alguns empreendimentos verticais de luxo aceleraram o ritmo de construção a partir de maio desde ano quando a procuradora da República, Gisele Bleggi, expediu recomendação para que o Poder Público suspendesse imediatamente as licenças ambientais, paralisando as obras de condomínios com mais de quatro pavimentos.

Leia reportagem completa no site da Mangue Jornalismo.

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