
Imagem: Gil Ferreira/Agência CNJ
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) já têm maioria para aprovar resolução conjunta mantendo o pagamento de "penduricalhos" para juízes e procuradores, em confronto com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que limitou os chamados supersalários na administração pública.
O julgamento nos dois conselhos deve terminar amanhã. O relator da resolução é o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin. O voto dele foi seguido pelos colegas conselheiros do CNJ. Para especialistas, o relatório rivaliza com o entendimento firmado pelo STF que o próprio Fachin ajudou a criar.
Procurados, o CNJ e o CNMP não comentaram até o momento.
"É algo tão gritante de contraditório que não dá para entender o propósito disso. A resolução está claramente rivalizando com o que o STF havia decidido há poucas semanas", diz a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai.
"Isso cria uma elitização e define privilégios de duas categorias. É uma mensagem péssima para a sociedade, para a administração pública e para os servidores que trabalham bem no serviço público", afirma a especialista.
Mais Recentes
Mais Vistos
MINISTÉRIO PÚBLICO
RELAÇÕES DE TRABALHO
SERGIPE E MUNDO
outubro 05, 2026 Rogério e Alessandro: reeleitos para Senado tomado pela extrema direita e que pode implodir o País
outubro 05, 2026 Com quase todos deputados aliados a Mitidieri, ALESE continuará branca, masculina e dizendo ‘amém’ ao governo
outubro 05, 2026 Seis dos oito deputados federais por Sergipe foram reeleitos, o que mantém o perfil conservador da bancada