
A decisão de Dino analisou a legalidade do pagamento de honorários e verbas indenizatórias acima do teto constitucional — Foto: Getty Images via BBC
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quinta-feira (5) que os Três Poderes revisem e suspendam os "penduricalhos" ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico.
A decisão foi monocrática, ou seja, tomada por ele sem a participação dos demais ministros. No início da noite, o STF marcou para o dia 25 a análise no plenário da determinação do ministro.
Dino deu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas, que são valores que ultrapassam o teto do funcionalismo — equivalente ao salário de ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.
E afirmou que a "multiplicação anômala de verbas indenizatórias chegou recentemente a patamares absolutamente incompatíveis".
O ministro citou como exemplos licença compensatória de 1 dia por cada 3 dias normais de trabalho, licença essa que pode ser “vendida” e se acumula com o descanso em sábados, domingos e feriados e gratificações de acervo processual (por vezes a premiar quem acumula muitos processos), entre outros penduricalhos.
Mais Recentes
Mais Vistos
MINISTÉRIO PÚBLICO
RELAÇÕES DE TRABALHO
SERGIPE E MUNDO
julho 28, 2026 Prévia da inflação desacelera e tem a menor alta para julho desde 2023
julho 27, 2026 Em 2025, quatro em cada 10 mortes ocorridas em Sergipe foram cometidas por policiais
julho 23, 2026 Taxa de mortes por intervenção policial cresce em SE, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública